"A OMS fez a recomendação de não administrar a medicação em função de estudos de baixo rigor científico. Infelizmente, o que aconteceu é que a avaliação deles incluiu vários estudos que não tiveram o mesmo rigor científico daqueles que fizemos aqui nos EUA", sublinha o Prof. Doutor André Kalil.
E acrescenta: "Quando se misturam estudos de baixo e alto rigor científico, fica difícil de interpretar exatamente o que está a acontecer do ponto de vista de eficácia e segurança.”
O investigador explica ainda que, atualmente, após se ter mais informação sobre o remdesivir, “é antiético não o administrar em pacientes que estão com pneumonia por COVID-19 no hospital".
Em novembro, a OMS atualizou as orientações sobre o tratamento da COVID-19 e desaconselhou o uso do antiviral para o tratamento de doentes hospitalizados, independentemente da gravidade da doença.
Ainda assim, a 12 de março de 2021 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do remdesivir contra a COVID-19 no Brasil.


